O que é o câncer de próstata
A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e atravessada pela uretra. Em condições normais, pesa cerca de 20 a 30 gramas e tem tamanho semelhante ao de uma noz.
O câncer de próstata se desenvolve, na maioria das vezes, na região periférica da glândula, distante da uretra. Por esse motivo, em suas fases iniciais, geralmente não provoca alterações urinárias ou outros sintomas. Essa característica reforça a importância do acompanhamento periódico com o urologista, mesmo na ausência de qualquer queixa.
A avaliação preventiva, geralmente recomendada a partir dos 45 anos, permite identificar alterações precocemente. O PSA e o exame digital da próstata são os principais métodos de avaliação inicial. Quando necessário, exames complementares, como a ressonância magnética e a biópsia, auxiliam na confirmação do diagnóstico e na definição das características do tumor.
O câncer de próstata pode apresentar diferentes graus de agressividade e comportamento. Por isso, cada caso deve ser avaliado individualmente para a escolha do tratamento mais adequado.
Quando há indicação cirúrgica, a cirurgia robótica costuma ser a opção sugerida, unindo precisão e recuperação mais rápida em casos selecionados. Outras modalidades terapêuticas também estão disponíveis e podem ser indicadas de acordo com as características do tumor, a idade e as condições clínicas de cada paciente.
O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e aumenta significativamente as chances de cura.
entenda a próstata aumentada (HPB)A causa mais comum de sintoma urinário nessa faixa de idade.Sintomas do câncer de próstata
Câncer de próstata em fases iniciais
Geralmente é assintomático, não causando alterações urinárias ou outros sintomas. Por isso, o acompanhamento periódico é fundamental para o diagnóstico precoce.
Câncer de próstata em fases avançadas
Com a progressão da doença, podem surgir dificuldade para urinar, sangue na urina ou no sêmen, dor no baixo ventre ou na região perineal, dor óssea e perda de peso.
Exame de próstata e como o diagnóstico é feito
O que é o PSA?
O PSA é uma proteína produzida pela próstata e medida por meio de um exame de sangue. Seus níveis auxiliam na avaliação da saúde prostática e na detecção precoce do câncer de próstata, mas podem se alterar também por condições benignas.
O resultado deve sempre ser interpretado pelo urologista, considerando idade, histórico, exame da próstata e evolução dos valores ao longo do tempo.
Agende uma consulta com o seu urologista a partir dos 45 anos
Opções de tratamento
Cirurgia robótica
veja como é feita a cirurgia robótica da próstataA prostatectomia radical assistida por robô é uma das principais opções para o tratamento do câncer de próstata localizado.
Realizada por meio de pequenas incisões no abdome, permite a retirada da próstata com alta precisão e excelente visualização das estruturas ao redor da glândula.
A tecnologia robótica proporciona menor sangramento, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida, além de favorecer a preservação funcional sempre que as características do tumor permitirem.
Radioterapia
A radioterapia é uma opção não cirúrgica para o tratamento do câncer de próstata, utilizando radiação ionizante direcionada ao tumor com o objetivo de destruir as células cancerígenas.
Pode ser indicada em diferentes situações, especialmente para pacientes que não têm condições clínicas para cirurgia ou optam pelo tratamento não cirúrgico.
Entre os possíveis efeitos adversos estão alterações urinárias e intestinais decorrentes da radiação, como cistite e retite actínicas.
Vigilância ativa
A vigilância ativa é uma opção para pacientes selecionados com câncer de próstata localizado e de baixo risco, geralmente com pequeno volume tumoral e baixa agressividade.
O acompanhamento é feito de forma rigorosa, com PSA periódico, exames de imagem e novas biópsias quando indicadas, permitindo avaliar o comportamento da doença ao longo do tempo.
Caso sejam identificados sinais de progressão, a vigilância ativa é interrompida e o tratamento definitivo passa a ser considerado.
Fiz a cirurgia robótica da próstata com Dr. Fábio e correu tudo muito bem. Fico muito grato pelo seu atendimento pré e pós operatório. Graças a Deus estive e estou em boas mãos. Obrigado Dr.
Bate papo descontraído sobre as doenças da próstata
Perguntas frequentes
A Sociedade Brasileira de Urologia orienta que homens procurem avaliação a partir dos 50 anos, e a partir dos 45 anos no caso de homens negros, obesos ou de quem tem pai ou irmão com câncer de próstata. Depois dos 75 anos, a avaliação é indicada para quem tem expectativa de vida acima de 10 anos. A decisão é compartilhada com o paciente, depois de conversar sobre riscos e benefícios.
Não. O PSA é produzido pela próstata, e não pelo tumor, então hiperplasia benigna, prostatite, infecção urinária e até a manipulação recente da glândula elevam o marcador. O valor isolado não fecha diagnóstico, ele é lido junto com o exame clínico, a idade, o volume da próstata e a variação ao longo do tempo.
Em entrevista, o Dr. Fábio Lepper responde a pergunta que mais trava o rastreamento, por que o toque retal continua entrando junto com o PSA e o que ele encontra que o exame de sangue sozinho deixa passar.
Não. O exame dura poucos segundos e causa desconforto, não dor. Ele avalia consistência, superfície e nódulos na parte da glândula que fica voltada para o reto, e encontra alterações que o PSA sozinho deixa passar, por isso os dois são feitos juntos.
Na fase inicial, quase nunca. O tumor costuma crescer na zona periférica da glândula, longe do canal da urina, e por isso não atrapalha o jato no começo. Quando um paciente tem sintoma urinário, ele normalmente vem da hiperplasia benigna associada. Sintomas como sangue na urina, dor óssea e perda de peso podem indicar doença avançada.
Sim. PSA, exame clínico e ressonância magnética levantam e qualificam a suspeita, mas o diagnóstico de certeza vem da análise do tecido. A biópsia é guiada por ultrassom e retira em média de 12 a 18 fragmentos, que definem se há câncer, quão agressivo ele é e onde está.
Não. Casos de baixo risco bem selecionados podem entrar em vigilância ativa, com acompanhamento por PSA, ressonância e novas biópsias. Há ainda a radioterapia, e a cirurgia, que é o tratamento de referência na doença localizada. A escolha depende do estadiamento, da agressividade do tumor e das condições clínicas de cada paciente.

Conteúdo escrito
e revisado por
Dr. Fábio Lepper
Urologista | CRM-SC 13.635 | RQE 7108
Atualizado em
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Se você já possui PSA, ultrassom, ressonância magnética, biópsia ou outros exames, lembre-se de levá-los à consulta.
Com essas informações, o Dr. Fábio Lepper poderá avaliar seu caso de forma mais completa, esclarecer suas dúvidas e orientar os próximos passos de maneira individualizada.